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30/10/2018 

                           As Virtudes do Escolhido de Deus                            

Cl. 3.12-17

Int.- O apóstolo Paulo está se dirigindo as pessoas que creram no evangelho. Como crentes em Cristo Jesus, somos pessoas que se sentem amadas pelo Senhor. Cremos que somos escolhidos de Deus, que nossos pecados foram perdoados, que pertencemos a Jesus por toda a eternidade. Somos pessoas unidas a Jesus através do batismo. Temos o Espírito Santo habitando em nossos corações. Somos pessoas que vão morar no céu.

      O apóstolo Paulo usa três títulos para definir os crentes nesta passagem: Eleitos, Santos e Amados.

1- Os salvos em Cristo Jesus são Eleitos de Deus para a salvação antes da fundação do mundo.

Ef. 1.4: Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade.

- A eleição é fruto da graça; é ainda incondicional e imerecida.

- É uma expressão da vontade soberana e eterna de Deus, que não muda.

- A eleição é uma condição necessária para a salvação; a fé é a condição suficiente. Os eleitos creem inevitavelmente, mas creem com a sua vontade. Possuem um desejo dado por Deus e uma habilidade de confiar em Cristo para a salvação.

2- Santos.

- Os crentes são santos

Rm. 1.7: A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

- São santos, primeiramente devido à declaração de que foram aceitos por Deus, dentro da santidade de Cristo.

- Em seguida, a própria santidade de Deus é implantada neles.

- Pelo crente possuir a natureza de Deus ele é chamado de santo.

3- Amados.

- Temos aqui a menção ao amor de Deus.

- Foi em amor que Deus nos predestinou para a adoção de filhos.

- Somos amados de Deus, por sermos filhos de Deus.

Zc. 2.8: Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Depois da glória, ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.

- O crente é a menina dos olhos de Deus.

- Paulo no texto diz ao crente “Revesti-vos” da nova natureza, com todas as suas virtudes, porque essa é a natureza regenerada, que deve exibir a imagem de Cristo.

I- As Virtudes Que o Cristão Deve Possuir.

- Todas as virtudes aqui aludidas podem ser reputadas aspectos do fruto do Espírito Santo.

1- Entranhas de Misericórdia.

- No grego é usado o termo “splagchna”, que indica as entranhas, usualmente as porções mais vitais do organismo, da porção superior do tronco, como o coração, os pulmões e o fígado. Os antigos pensavam que as emoções tinham sede nesses órgãos vitais. Daí a palavra veio a indicar compaixão, simpatia, afeto.

- Essas compaixões e afetos são qualificados de misericórdia.

- Paulo exortava aqueles crentes que exercessem amor, misericórdia e compaixão de uns para com os outros.

Ef. 4.32: Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

- A misericórdia deve seguir o exemplo dado por Deus.

- Deve ser gravada em nossos corações.

- Deve ser uma das características dos santos.

- Deve ser mostrada para com nossos irmãos.

- Deve ser mostrada para com os aflitos.

- Ela benéfica para com os que a exercem.

2- Benignidade.

- É a qualidade de quem é benigno, ou seja, dotado de características boas, como generosidade, a bondade e a benevolência.

- Agir com benignidade é o mesmo que ser misericordioso e bondoso com o próximo, se comportando com base na lealdade e fidelidade.

II Ts. 3.13: E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.

- O crente tem esse dever, de fazer o bem ao seu próximo.

Gl. 6.9: E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.

- O crente que pratica a benignidade faz bem a sua própria alma.

Pv. 11.17: O homem benigno faz bem à sua própria alma, mas o cruel perturba a sua própria carne.

- Em meio a esse mundo individualista e egoísta quem usa de benignidade faz a diferença nesse mundo.

- A longanimidade é uma virtude de quem é bondoso e generoso, de quem acredita e tem fé em Deus para ajudar a solucionar os seus problemas.

Rm. 12.12: Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.

6- Suportando-vos Uns aos Outros e Perdoando-vos Uns aos Outros.

- Esse perdão é possível quando o amor de Deus se acha em nossos corações, quando há gentilezas e ternura no seio da comunidade cristã.

- A base do perdão ao nosso irmão, foi o perdão que recebemos de Cristo.

Ef. 4.32: Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

- A graça de Deus derramada em nosso coração faz que nós tenhamos uma boa convivência com o nosso irmão.

7- Caridade.

V. 14: E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.

- O amor nos é aqui recomendado por ser a maior de todas as virtudes, além de ser também a base de todas elas.

I Co. 13.13: Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.

- Neste capítulo 13 deixa claro que até mesmo o exercício dos maiores dons é algo inútil se não estiver alicerçado no amor.

- O amor de Deus é derramado em nosso coração pela ação do Espírito.

Rm. 5.5: E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

- O amor é a grande prova da espiritualidade, tendo origem no novo nascimento.

- O amor é o solo onde são cultivadas pelo Espírito, todas as demais virtudes espirituais.

Conclusão: Quando essas virtudes agem na vida do crente, a paz de Deus envolve o crente e domina o seu coração.

- E o seu testemunho para o mundo vai ser de alguém parecido com Cristo, e o nome do Senhor será glorificado.

 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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