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28/03/2017

O Dever do Cristão Em Viver o Amor Fraternal               

I Pe. 3.8-15

Int.- Este livro foi escrito por Pedro, quase no fim da sua vida, por volta do ano 67 d.C. Ele estava na Babilônia, à margem do Eufrates, onde tinha sido estabelecida uma igreja. A carta foi mandada por Silas, um dos companheiros de Paulo. Pedro torna-se o líder dos apóstolos. Era o porta-voz deles. Pertenceu ao círculo íntimo dos três amigos de Cristo. Foi o pregador do Pentecoste. Os primeiros doze capítulos de atos giram em torno dele e do seu ministério. Pedro pregou aos judeus por toda parte. Por fim, teve morte de mártir, sendo crucificado durante o reinado de Nero, o imperador romano. De acordo com a tradição, foi crucificado de cabeça para baixo, considerando-se indigno de morrer de maneira semelhante a Jesus.

      Pedro escreveu esta Epístola aos cristãos dispersos em Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia.

      Era o tempo das perseguições de Nero. O próprio Pedro sofreu nas mãos desse imperador cruel.

      Nesta pequena Epístola Pedro fala aos crentes sobre a esperança da salvação; sobre a santidade; sobre a boa conduta do crente; sobre os deveres dos servos cristãos; sobre os deveres das mulheres e dos maridos cristãos; sobre a paciência; sobre os deveres dos anciãos e sobre o amor fraternal.

      A nossa salvação nos trás o grande beneficio: a eternidade com Deus; mas também nos trás a responsabilidade de vivermos no Corpo de Cristo em amor fraternal.

      O crente não pode viver longe do corpo, isolado, sem a comunhão dos seus irmãos, que a bíblia chama: de a família de Deus.

      O crente precisa exercitar o amor fraternal com os seus irmãos, para que o Corpo de Cristo seja edificado e cresça para a glória de Deus.

Ef. 4.16: Do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

      O cristão saudável vai viver o amor fraternal.

      A presença do Espírito Santo na vida do crente o faz viver o amor fraternal.

      Quando o crente vive o amor fraternal, ele estará praticando as boas obras e consequentemente estará glorificando a Deus.

I- As Características do Amor Fraternal.

1- Sede Todos de Um Mesmo Sentimento.

V. 8: E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento.

- Finalmente quer dizer: antes não dava porque estávamos no mundo, no pecado; agora finalmente estamos em Cristo, temos o Espírito Santo, podemos ter o mesmo sentimento.

- Mesmo sentimento quer dizer: O mesmo modo de pensar.

- O ímpio pensa em como pecar; o crente pensa em como agradar a Deus.

Fp. 2.2: Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.

- O Espírito Santo faz o crente ter o mesmo amor em seu coração.

- Como é maravilhoso o crente sentir uma mesma coisa, sem distinção de sentimento.

Fp. 2.5: De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

- Que o sentimento de Cristo possa tomar conta de nosso coração.

2- Compassivos.

- Quer dizer cheio de compaixão.

- Compaixão é um sentimento piedoso para com o outro.

- É um impulso altruísta de ternura para com o sofredor.

- É empatia em relação à tristeza alheia.

- Vontade de ajudar o próximo a superar os seus problemas.

- Jesus em seu ministério terreno era movido pela compaixão para com as pessoas.

Mt. 9.36: E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não têm pastor.

- Jesus sentia ternura e amor para com o sofredor.

- O crente deve ser compassivo para com seu irmão.

I Pe. 4.8: Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados.

- A graça de Deus na vida do crente o leva a ter compaixão do seu semelhante.

- Quanto mais o crente busca a Deus, maior é a sua compaixão.

- O crente que não é espiritual, não tem compaixão em seu coração.

- Crente que não busca a Deus, que é frio espiritualmente, é frio na compaixão também.

3- Amando os Irmãos.

- Esse é o dever de todo o crente.

- Amar ao seu irmão.

Rm. 12.10: Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

- Esse versículo está dizendo tenha prazer em honrar ao seu irmão mais do que a si próprio.

- Você tem amado cordialmente o seu irmão com amor fraternal?

I Jo. 4.7: Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

- O amor é a essência do cristianismo.

- O amor é a virtude maior do cristianismo.

- Se não amamos não estamos verdadeiramente vivendo o cristianismo.

I Jo. 4.8: Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade.

- Quando o crente ama ao seu irmão, ele perdoa as fraquezas, os erros, os enganos, ele suporta as diferenças.

4- Entranhavelmente Misericordiosos e Afáveis.

- Que vem lá de dentro o sentimento.

- Misericordioso é alguém que é benevolente.

- Pessoa que se compadece do seu próximo, colocando-se no seu lugar.

Mt. 5.7: Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

- O crente precisa ser misericordioso.

- Alguém que se compadece do seu próximo.

- Vivemos numa época onde os sentimentos estão muitos frios, onde as pessoas estão muito individualistas, pensando só em si.

- O crente precisa deixar o Espirito Santo colocar esse sentimento em seu coração.

Lc. 6.36: Sede, pois, misericordioso, como também vosso Pai é misericordioso.

- Deus tem sido misericordioso para conosco, nós também devemos ser misericordiosos.

Cl. 3.12: Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.

- A misericórdia deve ser uma prática de um coração cheio de Deus.

- A religião que Deus espera que pratiquemos é uma religião de misericórdia para com o próximo.

- Ainda aqui no versículo fala “afáveis”.

- Que significa cortês, acolhedor, amáveis, aprazíveis.

- O crente precisa ser amável.

5- Não Tornando Mal Por Mal ou Injúria Por Injúria. (V.9)

- Como dizendo: Não paguem mal por mal, nem ofensa por ofensa.

- A maneira de proceder do cristão é diferente.

- O cristão não paga na mesma moeda o que lhe fazem.

Mt. 5.39: Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.

V. 40: E ao que quiser pleitear contigo e tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa.

V. 41: E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

- No Sermão do Monte Jesus mostrava como o cristão deve se portar quando é lhe feito mal ou é ofendido.

- Jesus é para nós o grande exemplo de como devemos se portar diante das injurias e do mal.

I Pe. 2.23: O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se aquele que julga justamente.

- O crente deve entregar nas mãos de Deus toda ameaça e injúria e não revidar, e deixar Deus julgar a tua causa.

V. 14: Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis.

V. 15: Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações.

- Quando o crente padece por amor da justiça está glorificando o nome do Senhor.

V. 12: Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males.

- Você é um servo de Deus? Está fazendo o bem? Os olhos do Senhor estão sobre você, e os ouvidos do Senhor atentos a sua oração.

Conclusão:

- O crente deve praticar na sua essência o amor fraternal para com o seu irmão, assim fazendo será bem-aventurado e fortalecido espiritualmente.

 

 

 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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