As Obras da Carne e o Fruto do Espírito 
Gl. 5.16-26
                                                                

10/01/2012
 

Int.- Desde que aceitamos a Jesus como Salvador pessoal e iniciamos a nossa caminhada com Deus, deixamos de ser homens naturais e passamos a ser filhos de Deus. E nessa caminhada com Deus temos em nós o combate da carne contra o Espírito. E a Bíblia aqui fala que estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.

      O grande desafio para nós como cristãos é andarmos no Espírito. Primeiro por experiência própria, sabemos que não é fácil; segundo, que não é impossível de se conseguir, senão não estaria na bíblia, pedindo para andarmos no Espírito.

      Desde que Adão e Eva pecaram, a semente do pecado foi colocada no coração do homem, e toda humanidade nasce com essa semente, com a inclinação da carne para o pecado.

I- As Obras da Carne.

V.19-21- São citados por Paulo dezesseis obras más da carne.

- Do velho homem.

- Da velha natureza.

- Do homem sem Deus.

- O homem sem Deus pratica essas obras porque está na carne, tem a semente do pecado e porque não tem o Espírito de Deus.

Rm. 8.5- Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

- O homem sem Deus tem a inclinação natural para a carne.

Ef. 2.3- Entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

- Nós antes de sermos crentes fazíamos a vontade da carne e praticávamos o pecado.

- Mas quando alcançamos a salvação, abandonamos o pecado e os desejos da carne.

Cl. 3.8-10- Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malicia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.

      Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos.

      E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.

- Diz aqui na Bíblia que os que praticam essas obras, não herdarão o Reino de Deus.

- Algumas parecem até amenas, mas a sua prática levará a pessoa a perder a salvação.

- Temos que cuidar do nosso andar; sempre vigiando.

Mt. 26.41- Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

- Não podemos abrir mão de nenhum dia de andarmos no Espírito.

- Deus não se agrada do crente que anda na carne.

Rm. 8.8- Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

- Andar na carne só trás prejuízo ao crente.

- Temos que buscar a Deus para andarmos no Espírito.

- Somente a intimidade com Deus fará que andemos no Espírito.

- O crente carnal não leva a sério a Palavra de Deus, nem os ministros do Senhor.

- A prática continua das obras da carne leva o crente a morte espiritual.

Rm. 8.13- Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

II- O Fruto do Espírito.

      O fruto do Espírito são virtudes da natureza de Deus manifestas no crente.

- É algo significativamente espiritual.

- O homem natural, ou seja, o carnal não pode manifestar o fruto do Espírito.

- A palavra Espírito aqui está em letra maiúscula, falando do Espírito de Deus.

- Os dons são externos, mas o fruto é interno; é algo que acontece dentro de nós.

- Somente o Espírito Santo pode produzir o fruto espiritual no crente.

- Não é uma obra humana.

- Na medida que você se entrega a Deus e deixa Ele te guiar, o Seu fruto irá se manifestar em você.

- Deus é glorificado quando o fruto é manifestado na vida do crente.

Mt. 5.16- Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

- O fruto do Espírito nunca pode ser imitado.

- Veja aqui que a palavra fruto está no singular, é apenas um fruto com nove qualidades.

A) O fruto do Espírito está dividido em três categorias:

1- Para com Deus: Amor, Alegria, Paz.

2- Para com o próximo: Longanimidade, Benignidade, Bondade.

3- Para com nós mesmos: Fidelidade, Mansidão, Temperança.

- O fruto do Espírito Santo é mais importante do que os dons espirituais.

- A pessoa pode até ter o dom espiritual, mas não ter o fruto.

Mt. 7.22,23- Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?

      E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

- Hoje valorizamos mais os dons do que o fruto.

- Nos preocupamos mais com os dons do que com o fruto.

- Deus está mais interessado que manifestemos o fruto.

- Os milagres passam, mas o fruto permanece.

- O fruto do Espírito excede o orgulho pessoal em qualquer coisa que realizamos ou que Deus faz através de nós.

- Quando manifestamos o fruto do Espírito, ficamos parecidos com Cristo.

Ef. 5.1- Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.

- Quer dizer: Manifeste a natureza de Deus em sua vida.

- O fruto do Espírito é a maior expressão que o cristão pode revelar da sua fé.

- É o fruto do Espírito manifesto no crente que deixa sem explicação o homem natural.

- O mundo é impactado quando o crente manifesta o fruto do Espírito.

B) As Nove Manifestações do Fruto do Espírito.

1- Caridade (Gr. Ágape)- O interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca.

2- Gozo (Gr. Chara)- A sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem aqueles que crêem em Cristo.

3- Paz (Gr. Eirene)- A quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial.

4- Longanimidade (Gr. Makrothumia)- Perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero.

5- Benignidade (Gr. Chrestotes)- Não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor.

6- Bondade (Gr. Agathosune)- Zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade ou na repreensão e na correção do mal.

7- Fé (Gr. Pistis)- Leldade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade.

8- Mansidão (Gr. Prautes)- Moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com equidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso.

9- Temperança (Gr. Egkrateia)- O controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais.

 

Conclusão: O ensino de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver mostrado neste texto. O crente pode, e realmente deve, praticar essas virtudes continuamente. Nada impede o crente de viver segundo os princípios de Deus revelados neste texto. Assim vivendo o crente estará influenciando o seu meio e estará glorificando a Deus.

 

 

  Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil

 
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