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  O Silêncio de Jesus 

07/04/2015

 
  Mt. 27.11-14 
 
   
 

                                                                        

Int.- No ano de 1961 foi descoberta uma placa de pedra, em Cesaréia, contendo os nomes latinos de Pontius Pilatus e Tiberius. Tibérius era o imperador romano naquela época, que era filho adotivo de César Augusto. Isso deu à arqueologia evidências de sua existência e comprovação da história. 

      Pilatos era romano da classe média superior. O imperador romano nomeou-o como quinto procurador da Judéia. Na qualidade de procurador, ele tinha pleno controle da província e estava encarregado do exército romano aquartelado em Cesaréia. Também tinha direitos de vida e morte, ou seja, podia executar criminosos ou inimigos políticos, se as acusações lhe parecessem suficientes. Também podia reverter sentenças capitais, impostas pelo sinédrio judaico, se assim quisesse fazer. 

      Todas as condenações a penas capitais tinham de ser-lhe submetidas, para sua apreciação e autorização. Foi por isso que Jesus lhe foi enviado para a sua condenação. 

      Também era ele quem nomeava o sumo sacerdote, e dessa maneira controlava indiretamente o templo. 

I- O Interrogatório de Pilatos. 

V. 11: És tu o Rei dos judeus? 

      Esse versículo mostra que as autoridades religiosas haviam acusado a Jesus de traição perante Pilatos. 

      Apresentaram-no como um revolucionário, que queria derrubar o domínio romano; apresentaram a Jesus como uma ameaça à ordem pública. 

      As autoridades religiosas sabiam que Pilatos jamais se interessaria por quaisquer acusações religiosas de blasfêmia, por isso inventaram essas acusações políticas sobre Jesus. 

V. 12: E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. 

- Aqui diz: “Nada respondeu”. 

- Jesus simplesmente não lhes forneceu qualquer esperança que lideraria qualquer tipo de rebelião. 

- Quais acusações os príncipes dos sacerdotes e os anciãos estavam fazendo contra Jesus? 

Lc. 23.2: E começaram a acusa-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei. 

- Eles queriam irar Pilatos contra Jesus. 

- Pilatos desejava saber a verdade. 

- O que deixava os príncipes dos sacerdotes e os anciãos irados, é que Jesus nada respondia. 

- O silêncio de Jesus deixou que as acusações dos religiosos contra ele, refutassem a si mesmas. 

- Pilatos estava acostumado com os estratagemas dessas autoridades, e provavelmente não confiou no que diziam. 

Mc. 15.3: E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas, porém ele nada respondia. 

- Aqui diz que houve muitas acusações. 

- Aqueles religiosos haviam preparado bem o seu caso, reunindo muitas acusações falsas. 

- Esperavam convencer a Pilatos com uma avalanche de argumentos. 

- As acusações, por motivo do silêncio de Jesus, ficaram sem alicerce, e a majestade do silêncio de Jesus encheu Pilatos de admiração e respeito. 

V. 13: Disse-lhe, então, Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti? 

- Pilatos já vira muita multidões agitadas comparecerem à sua presença, por ocasião de acusações sobre subversão política. 

- Vira homens irados, culpados e temerosos denunciarem-se entre si. 

- Vira prisioneiros grandemente agitados, devido ao temor e ao ódio, negarem as acusações que lhes eram feitas. 

- Agora o silêncio desse galileu não era comum. 

- Não era como os outros acusados. 

- Jesus mostrava-se calmo e imperturbável. 

- Jesus não adicionava confusão e nem ódio à atmosfera da reunião. 

- Jesus mantinha-se intocável pela loucura deles. 

- Aquela atitude de Jesus constituía uma visão nova para Pilatos, que pensava que já tinha visto de tudo, politicamente falando. 

V. 14: E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o governador estava muito maravilhado. 

- O grego literal desse versículo é muito enfático: “Não lhe deu resposta, nem uma só palavra”. 

- O silêncio, debaixo da calúnia, manifesta o máximo de magnanimidade. 

- Magnânimo é qualidade de quem tem grandeza de alma; generoso. 

Mt. 5.11: Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. 

      Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. 

- Os principais sacerdotes não se admiraram disso, porque ficaram confusos e perplexos. 

- Esse silêncio de Jesus havia sido profetizado. 

Is. 53.7: Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 

- O sofrimento de Jesus é comparado com a ovelha, que quando levada para ser tosquiada, não abre a sua boca; não emite nenhum gemido. 

- Assim aconteceu com Jesus; Ele não se defendeu; Ele não abriu a sua boca. 

- Jesus poderia rogar ao Pai que lhe enviasse doze legiões de anjos para lhe socorrer, mas não o fez. 

- A grande pergunta: Por que esse silêncio? 

- Por que esse sofrimento? 

- Dois são os motivos: 

1- Primeiro Motivo: Porque Ele Nos Amou Até o Fim. 

Jo. 13.1: Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. 

- Foi o amor de Jesus por nós que fez que Ele ficasse em silêncio. 

- Ele suportou todo o cálice do sofrimento por amor a mim e a você. 

- Foi o amor manifesto pelo silêncio. 

- Nós sempre esperamos o amor manifesto em palavras e atitudes. 

- E aqui a manifestação do amor de Jesus por nós, foi pelo silêncio. 

2- Segundo Motivo do Silêncio de Jesus: Servir-nos de Exemplo. 

I Pe. 2.21-23: Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. 

      O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. 

O qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente. 

- Jesus ensinou-nos nesse silêncio, como deve ser o caráter do cristão. 

- Jesus nos deu o exemplo, para que possamos seguir as suas pisadas. 

- O fruto do Espírito deve manifestar-se na vida do cristão. 

- A nossa maneira de responder, de revidar, de retrucar, quando somos provocados, é diferente da do mundo. 

- Neste primeiro trimestre nós estudamos na revista da Editora Betel da Escola Dominical, na lição de número onze, onde fala sobre o amor, na conclusão dessa lição, o comentarista diz: “O maior desafio do verdadeiro cristão não é só agir como Jesus agia, mas também reagir como Ele reagia”. 

- Está aqui o grande desafio para nós cristãos. 

II Co. 5.17: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 

- Somos novas criaturas. 

- Nossa maneira de viver é diferente; nossa maneira de agir é diferente; nossa maneira de reagir é diferente. 

- Somos agora filhos de Deus. 

I Jo. 2.6: Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou. 

- Proceder como Jesus procedeu. 

- O escritor Charles Sheldon escreveu e publicou um livro em 1896 com o título: “Em seus passos o que faria Jesus”? 

- Esse livro se tornou um best-seller, com várias edições. 

- Nesse livro o autor procura retratar situações do nosso cotidiano, perguntando: O que faria Jesus se estivesse em nosso lugar? 

- E as respostas que ele dá, dá-nos a entender como deve ser o caráter do cristão. 

Rm. 12.9: Não vos vingueis a vós mesmos. 

Tg. 1.20: Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. 

Rm. 8.33: Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 

Conclusão: O nosso advogado é o Senhor Jesus, é Ele quem nos defende contra os acusadores. 

- O nosso cristianismo é provado nesses momentos de lutas e perseguições.


 


 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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