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  O Obreiro Aprovado 

05/04/2015

 
  II Tm. 2.15 
 
   
 
 
 

Int.- O Apóstolo Paulo escreveu treze Epístolas das Escrituras, das quais três são Epístolas Pastorais: Dez Epístolas Paulo escreveu às próprias igrejas. Mas em I e II Timóteo e Tito, Paulo escreveu aos ministros responsáveis por igrejas importantes. Tanto Timóteo como Tito receberam instruções explícitas para pastorear o rebanho e cuidar das igrejas depois da sua partida. 

     A preocupação de Paulo era formar e preparar o obreiro para a realização da obra de Deus. Paulo tinha a plena ciência, que como Cristo preparou e treinou doze discípulos, para darem continuidade a pregação do Evangelho, da mesma forma ele deveria ensinar e treinar obreiros para a seara do Mestre. 

      Nesse versículo que nós lemos, Paulo nos dá uma riqueza de detalhes, na formação do obreiro cristão. 

V. 15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 

I- Primeiro Ponto Importante: Antes de Ser Obreiro. 

      Antes de Paulo mencionar sobre a postura do obreiro, ele aborda duas situações fundamentais que não podem ser, negligenciadas: 

1- Procura apresentar-te a Deus. 

2- Aprovado. 

      O objetivo primário de alguém que “procura” é simplesmente encontrar. 

      E muitas vezes pode-se levar mais tempo que o esperado para serem obtidas. 

      Só depois de vinte anos no deserto em Padã-Arã é que Jacó atingiu estas condições, restaurando seu relacionamento e redimindo sua identidade. 

- Antes de fazer qualquer coisa para Deus, precisamos de um encontro com Ele. 

- Esse processo vai até os porões da nossa alma. Eliminando a vergonha e as impurezas que bloqueiam o fluir do Espírito Santo. 

- Amados, a Palavra de Deus não é a espada do pregador, mas é a espada do Espírito Santo. 

1- Primeira Situação Fundamental na Vida do Obreiro: Procura Apresentar-te a Deus. 

- E não aos homens. 

- É a primeira lição de Paulo nesse versículo.                                           

- Para quem estamos fazendo a obra é mais importante do que o que estamos fazendo. 

- A questão não é só fazer. 

- É importante focalizar a motivação do nosso ministério em agradar a Deus, antes mesmo de servir aos homens. 

- Deus avalia a intenção de cada esforço praticado. 

- Deus vê além daquela impressão externa que causamos nas pessoas. 

- Deus conhece as nossas intenções mais íntimas. 

I Sm. 17.7: Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. 

- Samuel era um profeta que tinha profunda sensibilidade à voz de Deus, e estava deixando-se enganar pelas aparências. 

- Deus jamais comete esse erro. 

- É fácil enganar as pessoas, mas é impossível enganar a Deus. 

- Deus sonda e discerne nossas intenções mais profundas. 

Sl. 139.1: Senhor, tu me sondaste e me conheces. 

- O nosso trabalho tem que ter a intenção de agradar a Deus. 

- Uma motivação corrompida já condena uma obra antes mesmo de ser começada. 

- Todo esforço íntimo no sentido de impressionar os homens nos desqualifica perante Deus. 

- Quando valorizamos mais a opinião humana do que a aprovação divina, mostramos uma motivação espiritual corrompida que compromete o nosso ministério. 

A) Na Bíblia Sagrada em Várias Ocasiões Encontramos Dois Tipos de Altares: 

1- Um Altar Íntimo Para Deus. 

2- E Outro Altar Público Para as Pessoas. 

- O primeiro altar fala do testemunho que Deus dá acerca de nós. 

- O segundo altar fala do testemunho que damos acerca de Deus. 

- Olha a sequência a ser obedecida: O altar íntimo sempre precede o altar do testemunho. 

- Ou seja, antes de sermos apresentados aos homens, precisamos nos apresentar diante de Deus. 

- Amados, a afirmação dos homens não vale muita coisa quando não temos a aprovação divina. 

- A vida íntima com Deus sempre precede a vida pública com os homens. 

- Sem uma vida íntima com Deus, mais cedo ou mais tarde nos fará vítimas da imagem que tentamos sustentar perante as pessoas. 

- Esse foi o terrível erro de Saul que o desqualificou como rei. 

- Mesmo depois de desobedecer a Deus, ele ainda continuava mais preocupado com a sua imagem pública, do que com a sua situação diante de Deus. 

I Sm. 15.30: Disse ele então: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel; e volta comigo, para que adore o Senhor teu Deus. 

- Temos dois dilemas motivacional: Aparente ou permanente? 

- A receita da nossa consistência ministerial é um compromisso pessoal, íntimo e constante com a vontade de Deus revelada. 

I Jo. 2.17: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 

- O obreiro precisa ter motivações santificadas no coração. 

- A nossa integridade espiritual dependerá desses princípios divinos praticados. 

- Uma vida ministerial bem sucedida nada mais é que o efeito espiritual do relacionamento pessoal e da vida secreta com Deus. 

- O obreiro para ser bem sucedido, precisa ter uma vida secreta com Deus. 

- Precisamos ter o altar secreto do quarto. 

Mt. 6.6: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. 

- Davi antes de se impressionar com a presença intimidadora do gigante Golias, Davi havia se impressionado coma grandeza de Deus. 

- Na verdade, quem venceu Golias não foi Davi, mas o relacionamento que ele tinha com Deus. 

- Antes de tomar a espada de Golias, Davi recebeu uma arpa de Deus. 

- A arpa de Deus recebemos no altar oculto e a espada do gigante recebemos no altar do testemunho. 

- Tenha intimidade com Deus antes de realizar a obra de Deus. 

- Primeiro apresenta-te a Deus. 

- Se você não tiver uma vida secreta com Deus, você não terá sucesso no seu trabalho público para Deus. 

2- Segunda Situação Fundamental na Vida do Obreiro: A Aprovação de Deus. 

V. 15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro. 

- Antes de ser obreiro é também necessário estar aprovado. 

- Aqui no versículo a palavra “aprovado” precede a palavra “obreiro”. 

- Primeiro o obreiro precisa alinhar o seu perfil motivacional com o temor de Deus. 

- Em segundo lugar o obreiro precisa estar aprovado por Deus, para então desempenhar o seu serviço para Deus. 

- Nós somos a obra de Deus. 

- Estamos em construção. 

- Somos o templo que o Espírito Santo está edificando. 

- O obreiro vai sendo formado e transformado pelo Espírito Santo, em virtude da sua maleabilidade, quebrantamento e submissão à vontade divina. 

- No servir a Deus, o mais importante não é fazer, mas deixar Deus fazer em nós. 

- Quando Deus faz em nós, certamente também fará o mesmo através de nós. 

- Existe uma enorme diferença entre você fazer a obra de Deus e Deus fazer a obra dele através de você. 

I Co. 3.9: Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 

- Deus realiza a Sua obra na terra através de nós. 

- Somos o braço estendido de Deus na terra. 

At. 13.22: E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. 

- Deus aqui fala que Davi executaria toda a Sua vontade. 

- Não a vontade de Davi, mas a vontade de Deus. 

- Amados, Deus está a procura de obreiros que executem a Sua vontade. 

- Precisamos morrer para o nosso eu, para que Deus nos use. 

Jo. 12.24: Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. 

- A nossa vontade, o nosso eu, prejudica a realização da vontade de Deus, através de nós. 

- Qual é a primeira coisa que o obreiro tem que fazer para ser aprovado diante de Deus? 

- Primeiro precisa fazer a prova. 

- Ninguém pode ser aprovado numa prova que não fez. 

- Só existe um caminho para a “aprovação”: A provação, os testes, as tentações. 

Tg. 1.12: Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. 

- Quantas vezes fazemos promessas e votos para Deus e não cumprimos. 

- Dizemos: Deus eu vou obedecer o meu chamado ministerial. 

- Eu vou ser fiel a ti com minhas finanças. 

- Vou ganhar muitas almas par o teu reino. 

- Porém, quando surge a primeira dificuldade, pensamos em desistir. 

- Se almejamos ser um obreiro aprovado no Reino de Deus, precisamos nos matricular na Escola do Espírito Santo. 

- Tenho uma palavra de Deus para você: Esta escola dura a vida inteira, e o Espírito Santo tem um currículo especial e apropriado para cada um de nós. 

- Cada obreiro tem a sua provação pessoal e diferenciada dos demais. 

- Amados, nossas convicções, nosso chamado, nosso ministério, é provado mediante a toda sorte de circunstâncias que nos ocorrem. 

- Deus está trabalhando nesse vaso em Sua olaria. 

- Deus está trabalhando nesse barro, formando um vaso de honra para Ele. 

- O seu vaso está sendo formado por Deus. 

Is. 64.8: Mas, agora, ó Senhor, tu és o nosso Pai; nós, o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. 

- Olha que coisa linda: Deus está fazendo de você um vaso de honra para Ele. 

- Nós levamos nesse vaso de barro um tesouro valiosíssimo: A glória de Deus. 

II Co. 4.7: Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 

- Essa presença de Deus que levamos é a coisa mais importante da nossa vida. 

- Paulo continua a dizer na sequência. 

V. 8: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 

V. 9: Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. 

V. 10: Trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. 

- Que a vida de Jesus se manifeste em nosso viver e em nosso ministério. 

- Creiamos que tudo aquilo que acontece em nossa vida, está contribuindo para o nosso crescimento espiritual e ministerial. 

Rm. 8.28: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. 

- Aqui diz: “Que são chamados por seu decreto”. 

- Este texto nos mostra que quando atendemos ao chamado de Deus, mesmo andando em obediência, não quer dizer que só acontecerão coisas positivas e animadoras. 

- Amados, o centro da vontade de Deus não nos isenta das provas, das dificuldades e das resistências oferecidas pelo mundo espiritual. 

Rm. 8.37: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. 

- O que Paulo quis dizer com isto? 

- Vencer o que? 

- Vencer tudo aquilo que vai nos testar consistentemente. 

- A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, o perigo, a espada. 

- Encare toda essa luta como um acréscimo para a sua aprovação por Deus. 

Tg. 1.3,4: Sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. 

       Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. 

- O obreiro depois de provado, se passar na prova, será aprovado por Deus, para ser usado em Sua obra. 

- Por isso que leva um tempo para a maturidade, para o amadurecimento do obreiro. 

- Só é usado por Deus, aquele obreiro que foi aprovado por Ele. 

I Tm. 3.10: E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. 

- Essa prova é necessária a todos os obreiros, nenhum obreiro é isento dessa prova. 

- todos os homens da Bíblia passaram por essa prova: Desde Adão até o Apóstolo João no Apocalipse. 

Conclusão: Depois do obreiro se apresentar a Deus, for provado e aprovado, então estará apto para manejar bem a palavra da verdade e fazer a obra de Deus.


 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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