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   A Parábola do Rico Insensato 

04/07/2015

 
  Lc. 12.13-21     
 
 

Uma Parábola Que Denuncia a Insensatez 

 

Int.: Jesus se dirigia a Jerusalém, e a Bíblia fala que milhares de pessoas o cercavam, ao ponto de se atropelarem uma às outras. 

      Jesus nesta passagem, estava exercendo o seu ministério na Judéia, que do capítulo dez de São Lucas ao capítulo dezenove. 

      Estar perto de Jesus era maravilhoso e restaurador. Suas palavras confortavam, seus milagres libertavam vidas. Seus ensinos conduziam as pessoas à Deus. 

      Jesus muitas vezes usou de parábolas para ensinar as multidões. Parábolas são histórias simples do dia a dia das pessoas para trazer lições espirituais. 

      No meio da multidão um homem disse a Jesus: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança”. 

      Quando aconteciam disputas sobre propriedades e possessões, os adversários buscavam o conselho dos escribas, que eram os guardiões da lei nesses assuntos. 

      Esse homem sabia que Jesus era um rabi enviado por Deus e, então, foi em busca do veredicto com relação à sua herança. 

      Esse homem não pede para Jesus julgar a questão, mas pede para Jesus se colocar do seu lado contra o seu irmão. 

      Esse homem queria usar a Jesus para conseguir seus desejos financeiros. 

      Jesus se negou a tomar tal posição, Jesus Disse: “Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós”? 

      Jesus rejeitou o seu apelo, porque essa não era a sua missão. 

      A missão de Jesus era conduzir os homens a Deus. 

      E Jesus destacou aqui para o homem uma questão mais profunda e de maior perigo do que ser injustiçado por causa de uma herança. 

      Jesus disse a todos que lhe ouviam: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”. 

      Jesus mostra aqui que ver a vida apenas resumida as coisas, é estar numa posição insensata e fatal, porque não são as possessões materiais que mantém a vida, mesmo que sejam abundantes, mas as coisas espirituais e eternas. 

      O termo ganância significa simplesmente: “Um desejo consumista de ter mais”. 

- Nós erramos o alvo se vemos a cobiça como uma questão de quantidade e não de atitude. 

- O mais pobre pode ser cobiçoso; o mais rico pode evitar a ganância. 

- O perigo das possessões é que elas, muitas vezes, despertam o desejo por mais. 

Cl. 3.5: Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria. 

I- A Parábola do Rico Insensato. 

- Esse é o cenário da parábola. 

- Jesus usou essa parábola mostrando o que se passa no coração de um rico insensato. 

- Não há aqui na parábola nenhuma critica no fato daquele homem ser rico, nem na sua forma de alcançar essa riqueza ou de produzir mais. 

- O que é decisivo: É o que ele fez com a riqueza. 

- O crucial não foram os seus atos, mas a sua presunção. 

- O fato de esse homem construir celeiros maiores foi uma decisão sábia e pragmática. 

- A pergunta é: Quais eram os seus valores? 

- Leitura na apostila na página 82 no rodapé. 

A) Esse Homem Rico Era Um Insensato. 

- Alguém que não é conforme ao bom senso, à razão. 

- Jesus usou uma palavra dura para definir o erro do homem da parábola. 

- Jesus o chamou de louco: Uma palavra que significa: sem razão, sem sanidade mental, falta de percepção natural sobre a realidade das coisas naturais e espirituais. 

- Quanto a ele ser louco ou insensato, isto está provado de várias maneiras: 

1- Louco Sem Deus. 

- Davi mostra a imagem de um louco. 

Sl. 14.1: Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Tem-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. 

- É por isso que louco e ímpio são termos tratados às vezes como sinônimos. 

- A sua grande insensatez foi o seu desconhecimento da mão divina, que supria a sua prosperidade multiplicada.  

- Ele estava cego para o fato de que o homem não pode viver somente de pão. 

- Esqueceu de que Deus estava por trás dos frutos, do milho, e de tudo o que ele possuía. 

- Esse homem rico não reconheceu, com atitude de gratidão, que Deus é quem concede a chuva e as estações frutíferas. 

Sl. 46.6: Aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas. 

V. 11: O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas, e as suas habitações, de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. 

V. 12: Todavia, o homem que está em honra não permanece; antes, é como os animais, que perecem. 

V. 13: Este caminho deles é a sua loucura; contudo, a sua posteridade aprova as suas palavras. 

2- Esse Homem Era Um Insensato, Não Um Sucesso. 

- Aos olhos da comunidade, ele era um homem invejado por muitos. 

- Aos olhos de Deus, ele era um insensato, a ser lamentado. 

- Ao ver os seus bens aumentarem, ele depositou o seu coração neles, em vez de colocá-lo no verdadeiro Deus, que lhe dera habilidade de acumular riquezas. 

- Davi dizia: 

I Cr. 29.12: E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo. 

- No seu grande desejo de produzir e acumular coisas deste mundo, esse rico não pensou na origem divina dessas coisas e em usá-las para propósitos divinos. 

- Paulo diz que o amor ao dinheiro, não o dinheiro em si mesmo, é que é a raiz de todo o mal. 

I Tm. 6.10: Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 

- Nessa parábola, Jesus expôs o pecado do rico insensato, ele deixou de ser “rico para com Deus”.  

- O discurso de Jesus não foi violento contra as riquezas em si, mas uma advertência no sentido de que o desejo de adquiri-las não domine a vida e destrua toda possibilidade de pensar em Deus e na salvação. 

- Esse homem era servo das suas riquezas e não um mestre. 

- Esse homem rico pensava que tinha o controle da sua vida e que a riqueza dava este controle. 

V. 20: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? 

- Amados, Deus é o dono da vida e Ele simplesmente empresta a nossa existência terrena para nós. E a qualquer hora, Ele pode exigir o Seu empréstimo de volta. 

- Amados, o homem insensato não tinha poder sobre o futuro: “E o que tens preparado para quem será”? 

- Ele era um homem pobre, não rico. 

- Ele havia investido no que é transitório e não no que é permanente. 

- Jesus o chamou de louco, a loucura dele foi a sua falha em reconhecer a Fonte que tudo supre. Essa sua falha ocasionou a perda de tudo. 

- Esse rico insensato era egocêntrico. Só pensava em si. 

- Ele diz: Meus frutos, meus celeiros, meus bens, minha alma. 

- Deus, que lhe havia suprido tudo aquilo, não fazia parte dos seus pensamentos. 

- A ambição daquele rico era egoísta e baseada nos cinco sentidos. Ele estava determinado a construir celeiros maiores, não para que tivesse mais para dar, e com o que pudesse glorificar a Deus, mas para que as suas reservas lhe trouxessem: descanso, fartura de comida, de bebida e folga. 

B) Os Dias Atuais. 

- Essa loucura acontece diariamente no mundo. 

- Há homens que sacrificam os prazeres mais legítimos da vida e também os seus mais profundos interesses espirituais, para ganhar dinheiro e, de repente, morrem, e deixam para trás o seu lucro, conseguido com tanto esforço, para ser dissipado por filhos preguiçosos e amantes dos prazeres. 

- Esse homem nada tinha a dizer a Deus, mas Deus tinha muito para falar a ele, e o condenou por cometer três erros: 

1- Primeiro Erro: Ele se enganou quanto ao propósito de sua vida, ao imaginar que sua vida consistia na abundância de suas posses materiais. 

- O propósito da vida é muito mais elevado do que riquezas materiais. 

- O propósito da vida terrena deve ser visando a eternidade com Deus. 

Fp. 1.21: Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. 

- A nossa grande necessidade é a de nos preocuparmos a respeito da coisa certa. 

- A questão crucial a vida não é a quantidade dos nossos tesouros, mas onde estão localizados. 

- Os tesouros do homem rico estavam na terra. 

- Ele foi um homem insensato porque construiu a sua vida ao redor do que não iria durar e com aquilo que realmente não importava. 

Mt. 6.19,20: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. 

      Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. 

V. 21: Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 

2- Segundo Erro: O homem rico se enganou quanto ao uso correto dos recursos deste mundo. 

- Preferiu obedecer à sua própria vontade, em lugar da obediência a Deus. 

- Esse rico insensato só pensou guardar suas riquezas, em descansar com tanto recurso, em comer, beber e folgar. 

- Não pensou em fazer o bem ao próximo; em usar para o bem de outras pessoas. 

- Ele se esqueceu de que os celeiros, os quais usava para o seu excesso de riquezas, poderiam ser para abrigos dos necessitados; poderiam ser casas para as viúvas; poderiam alimentar muitos órfãos e crianças. 

Is. 1.17: Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. 

- Ninguém quer ser chamado por Deus de insensato. 

- Como podemos nos assegurar de que isso não vai acontecer? 

- Devemos escolher limites, não luxo, de maneira que podemos investir nosso tesouro no céu. 

- Jesus disse: 

Mt. 25.40: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 

- Na parábola Jesus disse: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?” 

- Jesus disse: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus”. 

3- Terceiro Erro: A Sua negligência com relação ao futuro. 

- Ele preferiu riquezas que podia ver e manusear, aos tesouros ocultos e eternos armazenados no céu. 

- Confiou demasiadamente que teria muitos anos pela frente. 

- A cobiça é perigosa e deu-lhe o troco pelo uso egoísta que fez de suas posses. 

- Ele perdeu os seus bens materiais e sua alma. 

- O futuro do homem não consiste apenas a bens materiais. 

- Mas numa eternidade que se viverá. 

- O que plantamos hoje, colheremos amanhã e na eternidade. 

Gl. 6.7: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 

- O rico insensato da parábola negligenciou o futuro e tudo o que ele ajuntou, não pode levar para a outra vida. 

- O rico insensato só pensou no presente. 

C) As Cinco Grandes Tolices do Rico Insensato: 

1- Preocupou-se inutilmente. 

V. 17: E arrazoava ele entre si. 

- Pensava, se preocupava o que fazer com a sua riqueza. 

- Uma preocupação apenas com aquilo que era material. 

2- Desconheceu a verdadeira riqueza. 

- Achava ele que a verdadeira riqueza era os bens materiais. 

- Desconhecia que a verdadeira riqueza é espiritual, é eterna. 

3- Esqueceu o autor de todas as bênçãos. 

- Ele só pensava no material, não pensava que existe um Deus que lhe dava saúde e força. 

- Achava que tudo o que ele tinha, vinha unicamente pelo seu esforço e dedicação; esse é o grande erro de muitas pessoas. 

Jó 5.10: Ele dá a chuva sobre a terra e envia água sobre os campos. 

- Ele ignorou a existência de Deus. 

- Nenhum ser humano deve se esquecer de Deus. 

4- Foi um tolo aos olhos de Deus. 

- Deus o viu apenas preocupado com o material, com aquilo que é passageiro, com aquilo que não pode levar para a eternidade. 

- Não foram os homens que viram ele como um tolo, mas foi Deus. 

- Ninguém escapa do julgamento de Deus. 

- Nossas ações são pesadas na balança de Deus. 

5- Foi despreparado para a eternidade. 

- Achava que a vida só se resumia a existência terrena. 

- E vemos na Palavra de Deus que o tempo de vida na terra, consiste também em oportunidade para a eternidade. 

- E que depois da morte não há mais oportunidade de conserto. 

Hb. 9.27: E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo. 

- Temos que valorizar o tempo e os recursos que Deus permite vir em nossas mãos. 

Conclusão: 

1- Riquezas não dão vida e paz. 

- As riquezas podem trazer conforto e estabilidade, mas não trazem felicidade e paz. 

2- Trazem preocupações inúteis. 

- A pessoa que acumula riquezas, tem a grande chance de ficar insatisfeita e com desejo de mais riquezas. 

- A preocupação com as riquezas leva a uma ansiedade e a um desgaste muito grande. 

3- Devemos usá-las não para nós e sim para Deus. 

- Que tudo que está em nosso poder seja para a glória de Deus. 

- Nosso tempo, nossos recursos, nossa vida. 

I Co. 10.31: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus. 

- Não seja um insensato, mas seja inteligente. 

- Não seja um tolo, mas seja um sábio. 

- Que o Senhor seja glorificado em tudo que fazemos.


 


 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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