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03/01/2016

A Importância da Consciência

At. 24.10-21

Int.- O Apóstolo Paulo estava preso em Cesaréia e foi apresentado perante o tribunal do governador Félix; o sumo sacerdote Ananias desceu com os anciãos e certo Tertulo, orador, para acusarem Paulo de sedições e defensor da seita dos nazarenos, e também o acusando de profanar o templo.

      Paulo tendo a oportunidade, no seu discurso disse: “Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens”.

      É como Paulo tivesse dito: “Eu me exercito, eu labuto, para ter uma consciência pura diante de Deus e diante dos homens”.

      Deus dotou o homem de corpo, alma e espírito e a consciência é uma faculdade do espírito, do homem interior.

I- A Consciência e a Salvação.

      Quando éramos pecadores, nosso espírito achava-se completamente morto. Nossa consciência também estava morta, e sem condições de operar normalmente.

Ef. 2.1: E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados.

      Isso não significa que a consciência do pecador seja completamente inativa. Ela atua, sim, embora esteja em estado de coma. Toda vez que ela se manifesta só o faz para condenar o pecador.

      Logo que Adão comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, sua intuição e sua comunhão morreram completamente para Deus.

      Como a consciência do pecador não possui a vida de Deus, ela é considerada morta, embora, de acordo com a percepção humana, ela pareça ativa.

      Logo o Espírito Santo inicia a obra de salvação, ele desperta essa consciência que se acha em coma.

Jo. 16.8: E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo.

      Se, porém, a consciência do homem se fechar, ele jamais poderá ser salvo.

      O Espírito Santo ilumina a consciência do pecador com a luz da lei de Deus, a fim de convencê-lo do pecado. E o mesmo Espírito ilumina a consciência do homem com a luz do evangelho, a fim de salvá-lo.

      Pela nossa consciência nós somos convencidos pelo Espírito Santo dos nossos pecados e então a nossa consciência é purificada e nós somos regenerados.

- É na consciência que Deus expressa sua santidade.

- Por isso o sangue de Cristo purifica a nossa consciência das obras mortas.

- Com a consciência purificada dessa maneira nossa intuição espiritual pode servir a Deus.

Hb. 10.22: Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência e o corpo lavado com água limpa.

- Para podermos chegar na presença de Deus, precisamos chegar com verdadeiro coração, com a consciência purificada.

- Para chegar na presença de Deus, não é só cantar louvores, abrir a boca e cantar corinhos ou hinos da harpa; não é só dobrar os joelhos e orar vinte minutos ou uma hora de oração.

- A questão é como está a nossa consciência? Se estamos chegando na presença de Deus com um verdadeiro coração ou não? Se a nossa consciência está nos acusando de alguma coisa ou se está limpa?

- Quando a consciência do crente não está pura, ele se aproxima do Altíssimo de modo forçado, sem autenticidade.

II- A Consciência do Crente.

      Quando o espírito do crente é regenerado, sua consciência volta á vida.

I Pe. 1.3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

- A sangue de Jesus purifica sua consciência e, lhe dá um sentindo aguçado para obedecer à vontade do Espírito Santo.

I Pe. 1.23: Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

- Quando fala aqui sendo de novo gerados. Quer dizer: “Que a consciência do crente voltou à vida”.

- O primeiro passo para a santificação é atender à consciência.

- Seguir a voz dela é sinal de verdadeira espiritualidade.

- Se um cristão não a deixar agir, ficará impedido de entrar na esfera espiritual.

- Nossa consciência nos informa se estamos purificados para com Deus e com os homens.

- A nossa consciência mostra, ainda, se nossos pensamentos, palavras e ações obedecem à vontade de Deus ou não.

- À medida que o crente cresce espiritualmente, o testemunho da consciência e o Espírito Santo parecem andar juntos.

- Isso se dá, quando a consciência se encontra sob o controle pleno do Espírito Santo.

Rm. 9.1: Em Cristo digo a verdade, não minto, dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo.

- A consciência do crente regenerado está em sintonia com o Espírito Santo.

- Se a nossa consciência nos condena, então realmente devemos estar errados.

- Sempre que isso acontecer, precisamos nos arrepender imediatamente.

- Não devemos jamais tentar encobrir nosso pecado ou subornar nossa consciência.

I Jo. 3.20: Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração e conhece todas as coisas.

- Tudo o que a consciência condena Deus também condena.

- A consciência fala pela vontade de Deus, e não pela razão.

- E os cristãos não devem viver pela razão, mas pela vontade de Deus.

- Se vivermos segundo o espírito, ouviremos a voz da consciência.

- Ninguém deve tentar fugir de alguma censura interior.

- Antes devemos estar atentos à sua voz.

- Se vivermos constantemente no espírito, seremos constrangidos a nos humilhar e a dar atenção às correções da consciência.

- De forma humilde, tranquila e obediente, devemos permitir que a consciência nos reprove e condene cada pecado que praticamos.

- Devemos aceitar a repreensão da consciência e estar dispostos a agir segundo a mente do Espírito, e eliminar tudo que é contrário a Deus.

- O crente que é incapaz de seguir totalmente sua consciência está desqualificado para andar em espírito.

- Toda vez que a consciência do crente o reprovar, sua reação imediata deve ser:

- “Senhor, desejo te obedecer”.

- Se estivermos dando ouvidos à nossa consciência, o Espírito Santo, sem dúvida, nos ajudará.

- A consciência é como uma janela para o espírito do crente.

- Através dela, os raios do céu brilham no espírito, inundando de luz todo o nosso ser.

- Se a consciência de algum crente estiver reprimida e insensível, isso significa que ele deve estar espiritualmente caído.

- Nada pode tomar o lugar de uma consciência sensível.

- Mesmo que o crente possua um excelente conhecimento, ou trabalhe bastante, ou tem emoções ardorosas ou vontade forte precisa ter uma consciência sensível.

- A sensibilidade da consciência pode aumentar ou diminuir.

- Toda vez que o crente deixa de ouvir a consciência, prejudica sua vida espiritual.

- Esse dano descambará para a carnalidade.

- Enquanto não aprendermos a aceitar diretamente a repreensão que brota da consciência, não teremos condições de saber como é importante para nossa vida espiritual dar atenção à voz da consciência.

- O Espírito Santo fala ao nosso espírito, fala a nossa consciência.

Hb. 12.6: Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.

- Essa correção começa com uma voz na consciência do crente.

III- O Crente Deve Servir a Deus Com Uma Boa Consciência.

- O crente deve ter uma boa consciência em servir a Deus.

- O apóstolo Paulo fazia questão de dizer que servia a Deus com uma boa consciência.

At. 23.1: E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até o dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência.

- Esse é o segredo da vida de Paulo.

- A consciência regenerada do apóstolo em nada o repreendia.

- Ele agia sempre de acordo com ela, e jamais praticava nenhum ato que ela desaprovasse.

- Por isso, ele era ousado diante de Deus e diante dos homens.

- Quando nossa consciência fica obscura, perdemos a intrepidez.

- Por isso que o Apóstolo Paulo fala aqui:

At. 24.16: E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.

- A ousadia do crente vem de uma consciência pura e imaculada.

I Jo. 3.21,22: Amados, se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus.

      E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista.

- Na verdade, uma consciência manchada é o que mais impede na comunhão com Deus.

- Só com uma consciência pura podemos servir a Deus.

II Tm. 1.3: Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, de quem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia.

- Se nossa consciência estiver obscura, certamente afastará nossa intuição espiritual de Deus.

- O apóstolo Paulo da testemunho da sua consciência.

II Co. 1.12: Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco.

- Só uma consciência sem culpa dá testemunho do crente.

- É bom termos o testemunho dos outros.

- E é ainda muito melhor ter o testemunho de nossa própria consciência.

- É importante dizer: Que nossa espiritualidade é medida pela sensibilidade da nossa consciência.

Conclusão:

- A consciência atua no crente como um monitor da parte de Deus.

- Ela nos informa quando algo está errado ou precisa de reparo.

- Podemos evitar muitas consequências danosas, simplesmente atendendo à nossa consciência.

- Dê importância a sua consciência, pois ela recebeu vida pelo Espírito Santo.

 

 

 

 
       
 

Pr. Silvano Doblinski
Presidente da Igreja Assembleia de Deus
do Jabaquara em São Paulo - Brasil







 

 
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